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EMPRESA
PAGA R$44 MIL POR NÃO TREINAR
FUNCIONÁRIO |
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Artigo
do Mês
Fonte / Autoria : MACIEL
Engº de Seg. do Trabalho
INVERTIA -
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Não
basta à empresa fornecer equipamentos
individuais e coletivos de
segurança; é necessária
orientação ao trabalhador
para que se torne apto a
utilizá-los corretamente.
Assim decidiu por unanimidade a 11ª Câmara
do Tribunal Regional do
Trabalho da 15ª Região, que
deferiu ao ex-funcionário da Tecno
Tasa
Engenharia de Construções
e Comércio Ltda cerca de R$ 44
mil por danos
morais e materiais decorrentes de acidente
de trabalho.
O trabalhador entrou com reclamação
trabalhista na 10ª Vara do Trabalho
de
Campinas pedindo indenização
por danos morais e materiais. Segundo
alegou,
sofreu acidente de trabalho que resultou
na perda do dedo indicador de sua mão
direita.
Julgada improcedente a reclamatória
pela vara trabalhista, o trabalhador
recorreu ao TRT.
Distribuído o recurso à juíza
Maria Cecília Fernandes Alvares
Leite, a relatora constatou que o trabalhador
não passou por treinamento para
operar a máquina com que trabalhava,
recebendo orientações apenas
de um colega de trabalho.
Segundo depoimento testemunhal, outros
acidentes ocorreram sem que os
funcionários conhecessem as técnicas
de segurança do trabalho.
O representante da empresa "admitiu
que o empregado foi contratado para
exercer a função de ajudante
e não para limpar a máquina
que operava", fundamentou
Maria Cecília.
Para a magistrada, cabia à empresa
zelar pela integridade física
de seus
subordinados, obrigando-os, se necessário,
a observar as mínimas normas de
segurança do trabalho.
"Deve-se, portanto, impedir a prática
de novos atentados dessa origem por
parte do empregador, assim como compensar
a dor moral sofrida pelo
funcionário", disse Maria
Cecília, para quem o valor da
indenização deve
servir para satisfazer a vítima
pelos transtornos do dano, além
de servir de punição para
a empresa.
Como o trabalhador ficou com seqüelas
pela amputação da ponta
do dedo da
mão direita e lesão muscular
no punho, de caráter irreparável
e definitivo, e ficou
incapacitado para o trabalho, a empresa
foi condenada a lhe pagar cerca de
R$9 mil por danos morais e aproximadamente
R$35 mil por danos materiais.
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A
CULTURA DO NÃO |
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Artigo
anterior:
Fonte / Autoria :
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Tal
como os demais grandes problemas nacionais
- onde com certeza a questão prevencionista
está inserida - a questão
da segurança e saúde no
trabalho encontra-se neste momento em
uma das encruzilhadas do processo histórico.
Há necessidade de buscarmos novas
formas de atuação, as quais
apenas serão validas se houver
uma ampla e consciente discussão
sobre o tema com a participação
ativa de todos aqueles que de fato conhecem
o assunto. Mais do que isso, para que
este momento conduza a um futuro melhor é preciso
rever muito mais do que técnicas
e normas as questões culturas
relativas ao assunto.
Por
toda parte vemos o ressurgimento de velhos
debates revestidos com a roupa do novo. Lamentavelmente
notamos que a grande maioria deles passam
distantes da verdadeira realidade e prestam-se
na maioria das vezes apenas reformulação
do modelo vigente com tendências a
flexibilização das responsabilidades.
Há como sempre houve o desconhecimento
do obvio: Apenas leis não bastam !
Culturalmente vivemos no país onde
leis prestam-se apenas a poucas situações
e que as relações - na sua
forma sólida e respeitosa - precisam
ser construídas passo a passo. Em
todo o processo e ao longo dos anos a presença
do SESMT foi de grande valia para este enfoque,
trazendo para o debate entre as partes a
luz do conhecimento técnico - que
nestes casos - é essencial a consecução
dos objetivos - e de certa forma faz frente
aos descalabros com que se trata assunto
de tamanha importância.
O
primeiro passo para que esta discussão
e busca tenham alguma validade passa pela coragem
de questionar quais são as reais causas
do problema. Obviamente para que encontremos
algumas respostas válidas e que possa
assim ser base para planos de correção
realistas é preciso que ocorra rápida
e grande evolução nos conceitos
que muitos ainda adotam e difundem. Enquanto
nos mantivermos presos aos paradigmas com certeza
nada irá ocorrer de novo e capaz de
alterar a realidade que conhecemos. Enquanto
permitirmos que os temas sejam tratados mais
com o enfoque político do que técnico,
com certeza estaremos perpetuando o estado
de coisas tão bem conhecido. Na minha
forma de ver, o primeiro passo a ser dado para
modificar estado de coisas e a mudança
de postura dos profissionais do SESMT, que
necessitam urgentemente deixar de ser o especialista
apenas dentro dos locais de trabalho e assumir
de vez por todas seu papel como interlocutor
do assunto, como especialista e conhecedor,
trazendo a tona subsídios para uma tratativa
mais realística dos temas. Ao longo
dos anos, temos sido omissos nesta forma de
atuação, em certos momentos parece
que não há no pais um segmento
tão grande com capacidade e conhecimento
para fazer chegar a comunidade em geral seus
preceitos e conhecimentos que com certeza são
por demais úteis a vida de cada um.
Reside ai um grande erro. Talvez pela nossa
omissão, outros se sintam no direito
de dizerem - e na forma equivocada - qual o
molde adequado para a questão prevencionista.
Não se trata aqui - e todos sabem como
sou contrario ao corporativismo doentio - de
gerar e defender nichos de trabalho, antes,
trata-se de assumir dentro do contexto social
um espaço de suma importância
e muito mais do que isso, uma espaço
necessário a ordem das relações
gerais. Nós somos os especialistas no
assunto e como tal devemos nos fazer representar.
Ao contrário disso, ocorre talvez por
nem mesmo entendermos a dimensão daquilo
que fazemos e podemos fazer, o verdadeiro horror
e descaso que passa por detrás da questão
dos acidentes, ocorram eles em qualquer lugar
que seja.
A
partir da ocupação do espaço
dentro da sociedade, cabe-nos também
a busca - como especialistas e cidadãos
- no debate político da regulamentação
das coisas de nossa área. Ao longo dos
anos, insistimos - talvez ate pelo volume de
necessidades e urgência das ações
- em pautarmos nossos trabalhos limitados aos
nossos segmentos. Conheço inúmeros
bons profissionais que trazem em si a qualidade
de experiências e conhecimentos que seriam
por demais úteis se fossem formalizados
como referencias comuns. No entanto, pecam
quando se ausentam da macro discussão,
deixando este fórum aberto para outros
que nem sempre trazem em si conhecimentos e
vivência necessárias ao desenvolvimento
de referencias ao menos aplicáveis a
realidade brasileira. Portanto, ou começamos
a adotar posturas de cidadania com relação
ao que fazemos, ou de vez por todas, abandonamos
a prática das reclamações.
Como
se pode ver, apenas neste primeiro momento
encontramos dois problemas relativos a cultura
que o próprio SESMT tem em relação
ao assunto. Por mais distantes que pareçam,
são problemas como estes que inibem
o crescimento da causa prevencionista. Já passou
longe a hora é a vez de assumirmos nosso
lugar dentro da sociedade como um todo.
Para
muitos de nossos colegas de área, atuar
na Área de Prevenção de
Acidentes é pura e simplesmente aplicar
as técnicas e normas ao local de trabalho.
Tais pessoas não conseguem ainda visualizar
a riqueza de uma área técnica
e suas possibilidades. Muitas delas orgulham-se
de viver em eterno conflito com as demais áreas
e talvez por isso sintam-se verdadeiros xerifes
para a causa, como se tivessem a capacidade
ou mesmo a atribuição de serem
os donos do tema. Trabalham no varejo e passam
a vida toda resmungando e atribuindo a terceiros
o insucesso de nossas atividades.
É preciso
que entendam qual é na verdade o real
papel de uma especialista. Talvez a partir
deste momento de compreensão, passem
nos primeiros dias por uma verdadeira crise
de identidade, sentindo-se talvez ainda menos
importantes. No entanto, se estiverem atentos,
com o passar do tempo poderão vislumbrar
que também para nós há um
lugar ao sol. Deve ficar claro, que mesmo a
NR 4 - na sua definição de quadro
para o SESMT, demonstra que o número
definido de profissionais - em muitos casos
na proporção de 1 Técnico
para 500 empregados, inviabiliza este tipo
de atuação. Portanto, devemos
buscar formas de atuação mais
sistematizadas ou em português mais claro,
mais inteligente.
O rol de equívocos é muito grande.
Há também aqueles que sentem-se
os arautos da lei, parecendo mesmo esquecer
que as demais pessoas são alfabetizadas
e que sua utilidade está assegurada
não por saber ler ou informar, mas por
saber transformar itens de lei em práticas
de gerenciamento, ao invés de mero arauto,
cabe melhor ser interprete, profissional capaz
de transferir as letras da lei em situações
e fatos aplicáveis, traduzir necessidades
em propostas, ser para o Executivo um verdadeiro
Assessor e não um lastimável
fiscal. Ter condições de sentar
numa mesa de decisões e contribuir ali
como o homem da prevenção, de
igual para igual com os demais especialistas.
Ao
longo dos anos, a imagem do Técnico
de Segurança tornou-se tão distante
do que ele deve e pode ser, que de fato sua
utilidade - nestes moldes - passa a ser questionável.
Pagar alguém para tomar conta se os
outros usam ou não EPI - já paga-se
aos Supervisores. Pagar alguém para
ficar distribuindo copias de leis e normas
- muitas empresas já assinam bons informativos.
O diferencial certamente está em alguém
capaz de resolver problemas ou propor meios
e estratégias para tanto. Se você está for
a deste foco, tenha certeza que contribui muito
para que a prevenção de acidentes
não saia do lugar onde se encontra.
Se quiser entender melhor o assunto, por algum
instante que seja, coloque-se no lugar de quem
paga seu salário.
Eis
aqui um ponto que muito me preocupa. Depois
de todos estes anos atuando na área,
passei a chamar de Cultura do Não a
postura que a grande maioria de empresas e
seus chefes tem com relação a
questão de segurança e saúde.
Parece algo impalpável, mas na verdade
tenho certeza que a grande maioria de nós
já presenciou ou ao menos ouviu falar
sobre fatos desta natureza. A cultura do não
manifesta-se e é comprovavel até mesmo
nas ações oficiais. Basta prestar
atenção.
Recentemente,
lendo um belíssimo livro que um Sindicato
aqui da Grande São Paulo organizou e
vem publicando nos últimos anos, chamou-me
a atenção quando em dado capitulo
apresentam uma serie de relatos sobre acidentes
ocorridos. Como Técnico, encontrei nestes
acidentes uma série de informações
interessantes, no entanto o que mais chamou
a atenção e que em quase todos
os casos descritos - todos tendo incapacidade
permanentes ou mesmo morte como conseqüência
- a correção da causa se deu
logo em seguida ao ocorrido, seja através
da instalação de um pequeno pedaço
de chapa, de uma grade, enfim de coisas absurdamente
simples e com custo irrisório. Isso
quer dizer, que se houvesse de fato algum tipo
de preocupação com as normas
ou mesmo com a vida, tais acidentes e suas
conseqüências seriam plenamente
evitáveis, sem que para que isso houvesse
necessidade de qualquer recurso maior. Porque
isso não ocorre : Pela cultura do não,
pela forma absurda de não querer fazer
pura e simplesmente.
Observem
com mais detalhes e verão isso em muitos
locais de trabalho. Notarão que ao longo
dos anos, sabe-se lá porque, muitas
pessoas desenvolveram um alto grau de rejeição
com a questão da prevenção.
Superficialmente talvez isso diga respeito
a sensação de poder - ou seja
- eu mando ! e Se não fui eu quem mandou
fazer, ninguém vai fazer porque não
quero. Ou numa forma variável - Na minha área
mando eu ! Pode parecer estranho, mas isso
existe e a quantidade não é pequena.
Para
dar vida a este tipo de cultura, simultaneamente
vemos dia após dia a impunidade. Vivemos
ainda encobertos pela mística do termo
acidente - do qual muitos se servem para encobrir
verdadeiros homicídios. Precisamos educar
nossas autoridades - e também sobre
isso que falamos lá no inicio deste
texto - fazer ver que acidente é algo
imprevisível, que surge de uma conjuntura
de fatos e ações que não
foi possível precisar e ao mesmo tempo,
que deixar uma engrenagem sem proteção
nada tem haver com acidente, tudo tem haver
com omissão seja em relação
as leis - claras para este tema - seja em relação
ao respeito a vida - assunto ainda meio obscuro
em nossos dias.
Em
certo ponto do processo das relações
sociais, a questão da segurança
e saúde se confunde com todas as demais
questões que dizem respeito a preservação
da vida humana. Enquanto existir possibilidade
de justificar o injustificável - mesmo
que diante da mais evidente prática
da cultura do não - caminharemos assim,
vendo que o trabalho matar, não naquilo
que tem de sofisticado e por isso merece mais
estudos e interpretações - mas
nos rudimentos do conhecido, nos rudimentos
do normalizado que jamais se cumpre pela certeza
de que ocorra o que ocorrer - a impunidade
falará mais alto.
E
diante desta cultura que devemos fazer frente.
São estes os fatos que nos levam a crer
que apenas a atuação rotineira
da prevenção jamais será capaz
de mudar a situação atual. Precisamos
interpretar todo o contexto histórico
do assunto e se desejamos mudanças verdadeiras,
atuar em todas as frentes - seja como profissional
seja como cidadão - ou na condição
ideal de profissional-cidadão.
Acima
de tudo, precisamos romper com nossa participação
dentro da cultura do não, deixando de
dizer não a prevenção
como todo e enfiando a cara no buraco como
avestruz que acha fazer o bastante mas limita-se
apenas a fazer o mínimo, olhando e tendo
consciência de que quando um trabalhador
morre, morre também ali um cidadão.
Enfim,
ou despertamos para o todo do assunto, ou continuamos
apenas sendo os arautos das leis que outros
fazem e os fiscais daqueles que poucos cumprem. |
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O
Risco da Exposição ao
Sol na Construção Civil |
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Artigo
Mês : Setembro de 2007
Fonte / Autoria :
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Radiação
Ultravioleta
Riscos à saúde fazem com
que a proteção solar seja
essencial no trabalho desenvolvido a
céu aberto, como é o caso
da construção civil. A
radiação ultravioleta (UV)
está nos atingindo diariamente,
proveniente do sol. Embora os raios sejam
invisíveis, o seu efeito na pele
pode ser visto e sentido quando uma exposição
prolongada resulta em queimaduras dolorosas.
Com a depreciação da camada
de ozônio na atmosfera da Terra,
cresceram os riscos da exposição à radiação
ultravioleta. Isso causou o crescimento
da preocupação sobre o
assunto em todo o mundo.
A radiação ultravioleta
ocupa a faixa entre a luz visível
e o raio-X, no espectro eletromagnético.
Os raios UV têm comprimento de
onda mais curtos do que a luz visível.
Comprimentos de onda são medidos
em nanômetros (nm), que representam
um bilionésimo do metro ( 1nm
= 1 x 10-9 m ).
A radiação ultravioleta
pode ser dividida em três categorias,
de acordo com os comprimentos de onda,
conforme mostrado a seguir: |
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Os
raios UV-C do sol, entretanto, não representam
uma preocupação porque os comprimentos
de onda mais curtos que 290 nm são filtrados
pela camada de ozônio, na atmosfera,
e não alcançam a superfície
da terra.
A superexposição à radiação
UV leva à dolorosa vermelhidão
da pele – a queimadura. A pele pode ficar
bronzeada, ao produzir melanina para se proteger.
Embora essa pigmentação escura
bloqueie parcialmente os raios, a proteção
está longe de ser completa e danos à pele
ainda acontecem. Como se vê, o bronzeado
que há tanto tempo vinha sendo associado
com saúde e boa aparência é,
na verdade, um sinal de uma pele danificada.
Cada exposição aos raios ultravioletas é armazenada
em nossa pele. O bronzeado pode desaparecer no
inverno mas o dano causado pela exposição à UV é cumulativo.
A exposição crônica ou prolongada à radiação
ultravioleta tem sido relacionada com diversos
efeitos à saúde, incluindo o câncer
de pele, envelhecimento prematuro da pele e problemas
nos olhos.
Quiemaduras solares com bolhas, sofridas durante
a infância e adolescência são
consideradas como origem para um melanoma, a
mais perigosa forma de um câncer de pele.
Melanomas podem gerar metástases para
outras pasrtes do corpo e levar à morte.
Para pessoas com três ou mais queirmaduras
com bolhas antes dos vinte anos, o risco de desenvolverem
melanoma é quatro a cinco vezes maior
do que para aqueles que não tiveram esse
tipo de ocorrência.
Pessoas que trabalham a céu aberto, por
três ou mais anos, ainda como adolescentes,
têm três vezes maior risco do que
a média de desenvolverem um melanoma.
Hereditariedade também pode ser um fator
com 10 % dos casos de melanoma ocorrendo em família.
Além disso, pessoas com a pele clara,
louras ou ruivas ou ainda com marcas, sardas
ou sinais nos braços, rosto ou nas costas
são mais propícias a adquirir melanoma.
UV-A e UV-B
A exposição a luz solar geralmente
resulta na exposição tanto à UV-A
quanto à UV-B.
Exposição à UV-B causa queimaduras,
produção de melanina, desgaste
da camada mais externa da pele e danos aos tecidos
que compõem a pele. A exposição à UV-B
também é carcinogênica. Na
verdade, ela é a primeira causa de cânceres
de pele que não sejam melanomas.
A radiação UV-A penetra mais profundamente
do que a UV-B, danificando as estruturas internas
da pele e acelerando o seu processo de envelhecimento.
O câncer de pele pode resultar da radiação
ultravioleta, vinte ou trinta anos após
a exposição.
Danos aos olhos
A radiação UV pode danificar os
olhos assim como a pele. Um estudo recente foi
feito com pescadores que permaneciam muito tempo
na água e estavam expostos não
somente à luz direta mas também à luz
refletida do sol. Os pescadores que não
protegiam seus olhos do sol tiveram mais de três
vezes a incidência da forma mais comum
de catarata do que aqueles que protegiam seus
olhos regularmente.
Proteção
Para se proteger dos raios ultravioletas,
use filtro solar, utilize óculos escuros com
proteção UV e procure não
se expor ao sol no final da manhã e no
início da tarde, quando os raios são
mais intensos.
Qualquer pessoa que fique muito tempo exposta
ao sol deve usar filtro solar. Usado corretamente,
o filtro solar irá reduzir a intensidade
do dano à pele, pelo boqueio dos raios
UV. Os filtros solares devem ter no rótulo
a indicação do fator de proteção
solar ( FPS ).
Esse fator – FPS – estima a quantidade
de proteção oferecida contra a
radiação UV-B. Quanto maior o número
do FPS, maios será a proteção à UV-B.
Utilizar um filtro solar com FPS 15 permite a
você ficar ao sol 15 vezes mais tempo do
que você ficaria sem o filtro e sofrer
o mesmo nível de exposição.
Filtros de largo espectro devem ser utilizados
e devem ter um FPS maior ou igual a 15. Coloque
o filtro solar 15 a 30 minutos antes da exposição
e reaplique generosamente a cada duas ou quatro
horas.
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A
Cultura da Segurança |
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Artigo
Mês : Agosto de 2007
Fonte / Autoria :
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Muito
ainda se vai falar a respeito do incêndio
que destruiu o terminal de passageiros
do Aeroporto Santos Dumont (RJ), na madrugada
de uma sexta-feira 13, em fevereiro de
1998. Da mesma forma haverá muito
assunto sobre o desabamento (foto) de
um bloco de 44 apartamentos de um edifício
na Barra da Tijuca (RJ), no dia 22 do
mesmo mês, isto é, nove
dias após o incêndio.
Tristes episódios como esses proporcionam
matérias jornalísticas
espetaculares, imagens impressionantes,
entrevistas, acusações,
obras, enfim, desdobramentos variados
porém efêmeros.
De tudo o que possa advir de acidentes
dessa magnitude, o mais importante é a
reflexão e a posterior mudança
de comportamento. Infelizmente, essa
forma de repercussão, na maioria
das vezes, só ocorre entre as
pessoas diretamente envolvidas, sejam
elas as vítimas e seus parentes
ou os profissionais tecnicamente responsáveis
pelo gerenciamento dos riscos que, pelo
menos uma vez, materializaram-se em acidentes.
O ideal seria uma reflexão coletiva
que viesse a contaminar as consciências
com a cultura da segurança. Mas
isso é utopia; consciências
não se contaminam; consciências
são formadas por meio de um lento
processo: educação.
A cultura da segurança compreende
comportamento, capacitação,
investimentos, manutenção,
fiscalização, participação,
tecnologia, enfim, uma série de
fatores que dependem de ações
contínuas e do acúmulo
de experiência. Educação
para a prevenção: é isso
que precisamos.
Os conceitos básicos
de prevenção de acidentes
- no trânsito, no trabalho, em
casa - precisam ser semeados a partir
dos bancos escolares e cultivados nos
cursos técnicos e universidades.
Se assim for feito, os seus frutos -
ambientes seguros e saudáveis
- serão colhidos durante a vida
de todos os cidadãos. Cada vez
que essa colheita estiver ameaçada,
os cidadãos conscientes estarão
preparados para combater as pragas que
se apresentarem, principalmente o descaso,
desleixo, desrespeito, incompetência
e má fé dos administradores
públicos e privados, sejam eles
governantes, parlamentares, empresários,
fiscais ou tecnocratas de plantão.
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Respeito
aos trabalhadores, ao público e ao meio
ambiente é um exercício de cidadania.
Priorizar a segurança e a saúde
do ser humano em todos os empreendimentos é uma
forma de garantir esse exercício e isso é um
direito e dever de todos nós.
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Computadores
provocam
acidentes do trabalho ? |
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Artigo
Mês : Julho de 2007
Fonte / Autoria :
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Durante
muito tempo a segurança do
trabalho foi vista como um tema que se relacionava
apenas com o uso de capacetes, botas, cintos
de segurança e uma série de
outros equipamentos de proteção
individual contra acidentes.
A evolução tecnológica
se fez acompanhar de novos ambientes de trabalho
e de riscos profissionais a eles associados.
Muitos desses novos riscos são pouco
ou nada conhecidos e demandam pesquisas cujos
resultados só se apresentam após
a exposição prolongada dos
trabalhadores a ambientes nocivos à sua
saúde e integridade física.
Hoje, o setor de segurança e saúde
no trabalho é multidisciplinar e tem
como objetivo principal a prevenção
dos riscos profissionais. O conceito de acidente é compreendido
por um maior número de pessoas que
já identificam as doenças profissionais
como conseqüências de acidentes
do trabalho.
A relação homem-máquina,
que já trouxe enormes benefícios
para a humanidade, também trouxe um
grande número de vítimas, sejam
elas os portadores de doenças incapacitantes
ou aqueles cuja integridade física
foi atingida. Entre as máquinas das
novas relações profissionais,
os computadores pessoais têm uma característica ímpar:
nunca, na história da humanidade,
uma mesma máquina esteve presente
na vida profissional de um número
tão grande e diversificado de trabalhadores.
Diante
desses fatos, muitas dúvidas
têm sido levantadas sobre os riscos
de acidentes no uso de computadores. Entre
eles destacam-se os chamados riscos ergonômicos.
A Ergonomia é uma ciência que
estuda a adequação das condições
de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores
de modo a proporcionar um máximo de
conforto, segurança e desempenho eficiente.
A brasileira já reconhece
a importância dessa ciência e
dedicou ao tema uma Norma Regulamentadora
específica (NR-17). Entre os riscos
ergonômicos, aqueles que têm
maior relação com o uso de
computadores são: exigência
de postura inadequada, utilização
de mobiliário impróprio, imposição
de ritmos excessivos, trabalho em turno e
noturno, jornadas de trabalho prolongadas,
monotonia e repetitividade. Além desses
riscos, as condições gerais
do ambiente de trabalho fazem parte da avaliação
ergonômica, aqui incluídos o
nível de iluminamento, temperatura,
ruído e outros fatores que, após
analisados no local, tenham influência
no comportamento dos trabalhadores.
A exposição do trabalhador
ao risco gera o acidente, cuja consequência
nesses casos tem efeito mediato, ou seja,
ela se apresenta ao longo do tempo por ação
cumulativa desses eventos sucessivos. É como
se a cada dia de exposição
ao risco, um pequeno acidente, imperceptível,
estivesse ocorrendo. As consequências
dos acidentes do trabalho desse tipo são
as doenças profissionais ou ocupacionais.
A maneira verdadeiramente eficaz de impedir
o acidente é conhecer e controlar
os riscos. Isso se faz, no caso das empresas,
com uma política de segurança
e saúde dos trabalhadores que tenha
por base a ação de profissionais
especializados, antecipando, reconhecendo,
avaliando e controlando os riscos. Para padronizar
esse trabalho foi estabelecida a obrigatoriedade
de os empregadores elaborarem um Programa
de Prevenção de Riscos Ambientais,
conhecido pela sigla PPRA. Esse programa,
objeto de uma Norma Regulamentadora do Ministério
do Trabalho (NR-9), estabelece as diretrizes
de uma política prevencionista para
as empresas.
No caso específico dos profissionais
que têm o computador como instrumento
de um trabalho diário, a prevenção
dos riscos ergonômicos relacionados
ao seu uso deverá ser motivo de atenção
e interesse, observando, entretanto, que
a legislação e as normas técnicas
estão inseridas no contexto maior
de uma avaliação completa do
ambiente de trabalho. O bem estar físico
e psicológico dos trabalhadores reflete
no seu desempenho profissional e é resultado
de uma política global de investimento
em segurança, saúde e meio
ambiente.
A doença profissional mais conhecida
por apresentar-se em conseqüência
do uso de computadores é chamada de LER - Lesão
por Esforços Repetitivos
(Repetitive Strain Injury - RSI). É mister
que fique claro queee essas lesões
(LER) não ocorrem
apenas com o uso de computadores, mas em
toda a atividade profissional que exija o
uso forçado e repetido de grupos musculares
associado a posturas inadequadas. Uma das
mais conhecidas manifestações
dessas lesões, em profissionais da área
de processamento de dados, é a tenossinovite.
Não é nosso objetivo detalhar
as características específicas
dessas lesões, apenas registrar sua
ocorrência e recomendar uma pesquisa
específica sobre o tema se houver
um interesse especial. No Brasil, a recomendação
mais recente é pela utilização
do termo DORT - Doenças Osteomusculaaarres Relacionadas
ao Trabalho. Na Internet,
usando em instrumentos de busca ( ,
por exemplo ) as palavras chaves Repetitive
Strain Injury - RSI, será encontrado
um vasto material de pesquisa.
Dores de cabeça e irritação
nos olhos também são sintomas
associados ao uso de computadores. Eles ocorrem
após o trabalho prolongado e contínuo
e são conseqüências da
fadiga visual. A iluminação
do ambiente é um fator fundamental
para reduzir a incidência desses sintomas,
principalmente no que diz respeito a evitar
reflexos na tela do monitor. Além
disso, os olhos também requerem pausas
regulares para descanso, da mesma forma que
os pulsos, dedos, pescoço, enfim,
as partes do corpo diretamente exigidas pelo
trabalho.
O stress físico e psicológico é outra
conseqüência de uma utilização
sem controle do computador, vinculado a jornadas
longas, trabalhos em turno e noturnos. É interessante
observar que a interface do programa que é utilizado
também influi diretamente no desempenho
e no estado geral do usuário. O trabalho
intenso com um programa que tenha uma interface
pouco amigável gera maior número
de erros, o que é acompanhado de irritação,
desconforto e cansaço. A Ergonomia
também abrange estudos sobre esse
aspecto da relação homem-máquina,
ou seja, o desenvolvimento ou o aperfeiçoamento
da interface, tornando-a cada vez mais intuitiva,
direta e objetiva. Esses estudos envolvem
o desenho das telas dos programas, a distribuição
dos ícones, janelas e as seqüências
de comandos para se alcançar determinados
objetivos.
A utilização de mobiliário
adequado é muito importante mas isso
se constitui apenas em uma parte de um processo
mais amplo que é a construção
de um ambiente de trabalho seguro e saudável.
O ambiente de trabalho precisa ser adequado
ao homem e à tarefa que ele vai desempenhar.
Quando se fala em mesas, cadeiras e teclados
ergonômicos, entre outros ítens,
o que efetivamente os caracteriza é a
sua flexibilidade, sua capacidade de se ajustarem às
características específicas
dos seus usuários, aqui compreendidas,
em especial, a altura, peso, idade e atribuições.
O fundamental para os usuários de
computadores é saber que há procedimentos
básicos para se evitar acidentes no
trabalho, mesmo quando esse trabalho se concentra
em uma relação homem-máquina
aparentemente amigável e isenta de
riscos, desenvolvida em escritórios
ou mesmo em casa. Apresentamos abaixo um
resumo desses procedimentos:
O
monitor deve estar com sua parte superior
ao nível dos olhos do usuário; A distância entre o monitor e o operador
deve ser equivalente à extensão
do braço; o monitor deve ser ajustado
para não permitir reflexos da iluminação
do ambiente; os pés devem estar apoiados
no chão ou em um suporte;
Os pulsos
deverão estar relaxados, porém
sem estarem flexionados; se há entrada
de dados, deve ser usado um suporte para
documentos,
para evitar os movimentos repetidos
do pescoço; o usuário deve
fazer pausas regulares para descanso, levantar,
caminhar e exercitar os pulsos e pescoço
com movimentos de flexão e extensão.
A adoção desses procedimentos
irá contribuir para um trabalho mais
seguro, desde que as condições
do ambiente estejam adequadas ao tipo de
trabalho que ali se desenvolve, entendendo
essas condições como o controle
dos níveis de iluminamento, ruído,
temperatura, umidade do ar e outros agentes
cuja presença possa representar riscos.
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A responsabilidade das empresas com relação
à proteção de seus empregados
e ao meio ambiente |
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Artigo
Mês : Junho de 2007
Fonte / Autoria : Site Gera Negócios
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A
responsabilidade das empresas com relação
à proteção de seus empregados
e ao meio ambiente.
A
responsabilidade das empresas com relação
à proteção de seus empregados
estende-se ao campo da Justiça, posto
que culpas ou omissões constatadas possibilitam
que os empregados ou seus representantes (sindicatos
por exemplo) ingressem em Juízo com os
mais diversos tipos de ação tais
como indenizações, adicionais
de insalubridade, periculosidade entre outros.
O mesmo pode ser afirmado com respeito ao Ministério
Público, que pode propor ações
de natureza criminal contra a empresa se entender
que houve culpa em algum acidente que tenha
resultado em morte ou dano ao meio ambiente,
por exemplo.
A
prevenção, aliada à informação,
à educação e ao treinamento,
são as melhores estratégias para
fazer frente aos riscos existentes em qualquer
atividade. Recomendamos obter o máximo
de informações relacionadas à
segurança que devam ser cumpridas pela
sua empresa. Essas informações
estão espalhadas por diversas fontes
pois muitas Leis, Portarias, Regulamentos são
publicados e fiscalizados por diferentes órgãos.
Além do Ministério do Trabalho,
relacionaremos outras fontes que poderão
ser úteis:
- Prefeitura do seu Município para saber
das exigências com relação
a edificações, concessão
de habite-se, áreas onde atividades podem
ou não ser exercidas;
- Corpo de Bombeiros;
- Defesa Civil;
- Órgãos Federais, Estaduais e
Municipais responsáveis pelo Controle
do Meio Ambiente para verificar se a sua atividade
necessita de alguma licença ambiental
ou gera algum resíduo considerado poluente
e qual o tratamento adequado;
- Órgãos envolvidos com a Vigilância
Sanitária tais como o Ministério
da Agricultura e as secretarias de Agricultura
do seu Estado e Município para verificar
as exigências que deverão ser atendidas
pelas suas instalações e processos
produtivos;
- Os fabricantes dos produtos e equipamentos
utilizados, através dos Serviços
de Atendimento ao Cliente, para a obtenção
de informações com relação
ao transporte, armazenagem, manuseio, destino
final de resíduos e embalagens.
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Qual a importância da segurança
em um pequeno negócio? |
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Artigo
Mês : Maio de 2007
Fonte / Autoria : Site Gera Negócios
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Qual
a importância da segurança em um
pequeno negócio?
A segurança é importante no pequeno
e no grande negócio, da mesma forma como
é na nossa vida. Temos a consciência
de adotar uma série de medidas preventivas
com relação à nossa segurança
tais como:
- Utilizar protetor solar antes de ir à
praia ou piscina;
- Colocar o cinto de segurança antes
de movimentar o veículo;
- Verificar se o seguro do automóvel
não está vencido;
- Ter em casa velas e fósforos para usar
nos casos de falta de energia elétrica.
Poderíamos
relacionar centenas de outras medidas similares,
mas o importante é ressaltar que cada
uma delas tem um objetivo que pode ser prevenir
um dano a saúde, melhorar a proteção
do ocupante em caso de acidente, evitar ou reduzir
os prejuízos financeiros decorrentes
de algum acidente (batida) ou incidente (árvore
que caia sobre o veículo), evitar acidentes
e iluminar as saídas.
Sabemos que viver é uma atividade de
risco e que os acidentes nos espreitam 24 horas
por dia assim como os fenômenos da natureza,
muitos deles perfeitamente conhecidos e sobre
os quais não podemos exercer nenhum tipo
de influência. Mesmo com toda a tecnologia
disponível, ainda não é
possível alterar a rota de um furacão.
Não se deixa de voar porque um avião
caiu. O que se procura é identificar
o que causou a queda e tomar as providências
para que outro não caia pelas mesmas
razões.
O
objetivo destas considerações
é abordar o tema não sob uma ótica
alarmista mas sim de prevenção,
procurando apresentar informações
gerenciais, operacionais, tecnológicas,
administrativas e legais que auxiliem o empreendedor
a tocar seu negócio com o mínimo
de riscos. |
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QUE TIPO DE ESTRESSADO É VOCÊ?
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Artigo
Mês : Abril de 2007
Fonte
/ Autoria : Revista Você S/A - Edição:
66 - Dezembro/2003 |
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Com
o mundo nas costas
Na mitologia grega, Atlas é um gigante
condenado por Zeus, senhor supremo dos deuses
e dos homens, a carregar o mundo nas costas.
Atlas também é o nome da primeira
vértebra da coluna cervical, a que sustenta
todo o peso da cabeça. Não poderia
haver imagem melhor para descrever o estresse
contemporâneo. De acordo com Alex Botsaris,
no Brasil, o Complexo de Atlas atinge nada menos
que 40 milhões de pessoas prejudicando
o desempenho profissional de pelo menos 15 milhões
delas. Essa massa estressada sofre para dar
conta de todas as suas responsabilidades, sem
deixar o mundo desmoronar. Os desafios podem
ser modernos, mas a reação é
das mais primitivas.
Quem sofre do Complexo de Atlas transfere todas
as preocupações e inseguranças
para a musculatura do pescoço, exatamente
como faziam nossos ancestrais para se proteger
de adversários, que cravavam suas mandíbulas
nas goelas desprevenidas. Hoje, não precisamos
desse reforço, já que os ataques
dificilmente têm o pescoço como
alvo. Mesmo assim, continuamos a tensionar essa
região sempre que nos sentimos ameaçados.
Essa reação de estresse continuado
desgasta a coluna cervical e lombar (na altura
dos quadris), provocando dores crônicas
e doenças como artrose. Como se não
bastasse, o aumento da tensão cervical
se estende as musculaturas vizinhas, sobrecarregando
articulações, ligamentos e tendões.
A maior conseqüência é o trincamento
dos dentes, conhecido como bruxismo, que vem
se tornando cada vez mais freqüente. Nos
últimos 30 anos simplesmente dobrou o
número de casos, como mostra Botsaris.
Tem mais: sabe aquela dor de cabeça que
insiste em roubar seu sossego? Também
pode ser conseqüência do Complexo
de Atlas. A tensão na coluna cervical
e na mastigação pode se estender
pela musculatura craniana, provocando dores
intensas. Como se vê, carregar o m
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